A Religião Psicológica

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Estudo nº 03 Tratado de Metapsíquica.


CHARLES RICHET
TRATADO DE METAPSÍQUICA 
Apresentação:

Metapsíquica - (do gr. meta - além + psikê - alma + suf.).
A Metapsíquica foi à precursora da Parapsicologia.
Ciência estabelecida e estruturada por Charles Richet, destinada a estudar os fenômenos que transcendiam à Psicologia e que fugiam ao domínio físico da ciência dita materialista.
A Ciência Oficial não admitiu de pronto as verdades reveladas pelos espíritos. Formaram-se inúmeras associações, sociedades e comissões com o ideal de desmascará-las, porém, quanto mais se estudava, mais aumentava o número de adeptos.
Muitos homens de ciência se convencem a respeito da autenticidade dos fenômenos, entre eles o fisiologista francês Charles Richet. Em conjunto com o Dr. Geley e o professor Friedrich Myers, Richet fundou o Instituto Metapsíquico Internacional em Paris, sendo designado como presidente da entidade.
A metapsíquica trata do estudo dos fenômenos psíquicos anormais, como: a telepatia, a clarividência, a dupla visão, materializações e outros.
A Obra:
Em 1922, Charles Richet apresentou à Academia de Ciências o "Tratado de Metapsíquica".
O Tratado de Metapsíquica, é uma verdadeira narração de fatos e descrições pormenorizadas de experiências psíquicas, descrições históricas e classificatórias e são divididos os fenômenos metapsíquicos em:
A - Em objetivos
B - Em subjetivos.
A - Fenômenos Metapsíquicos Objetivos: tratam de fenômenos materiais que a mecânica conhecida não explica, uma realidade tangível e acessível aos nossos sentidos.  Divide-se em:
1 - Telecinesia, que é uma ação mecânica sem atuação e sem contato sobre objetos ou pessoas (raps, levitação, movimentação de mesas, escrita direta, transporte de objeto, casas assombradas, etc)
2 - A Ectoplasmia, que é a formação de objetos diversos, que parecem sair do corpo humano, tomam aparência material e são tangíveis (materializações de objetos e seres com aparência dos que já viveram na Terra.)
B - Fenômenos Metapsíquicos Subjetivos: tratam de fenômenos mentais, sensibilidades ocultas e percepções desconhecidas, como:
1 – Telepatia: é definida como a habilidade de adquirir informação acerca dos pensamentos, sentimentos ou atividades de outra pessoa
2 – Clarividência: a habilidade de ver nos mundos invisíveis é o fenômeno que permite a percepção visual de objetos ou que permite enxergar objetos e pessoas fora do meio físico.
3 – Clariaudiência: é a faculdade mediante a qual o médium ouve vozes, sons, palavras, ruídos, sem a utilização do sentido da audição física, que estão além da percepção normal de nossa audição física comum.
4 – Xenoglossia: é uma faculdade no qual uma pessoa é capaz de falar idiomas que nunca aprendeu, como, por exemplo, uma pessoa começar a falar alemão fluentemente sem nunca ter aprendido alemão, ser alemão ou conviver com alemães.
5 - Psicografia: e a faculdade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por Espíritos e pode ser consciente, semi-mecânico ou mecânico, a depender do grau de consciência do médium durante o processo de escrita.
*
Conclusões Finais:
Charles Richet foi entre os sábios de sua época que se renderam a evidência da verdade espírita.
A sua maior contribuição, sem sombra de dúvida, foi o estudo do ectoplasma, substância responsável pela viabilidade dos fenômenos ditos objetivos.
Foi ele quem, pela primeira vez, denominou a substância que emanava dos médiuns de efeitos físicos de ectoplasma, naquele momento referindo-se aos fluidos que emanavam de Eusápia Paladino (uma das maiores médiuns da história do Espiritismo): “são as formações difusas que eu chamo de ectoplasmas; porque elas parecem sair do próprio corpo de Eusápia”.
Numa experiência transcorrida com a médium Marthe Béraud, Charles Richet e Gabriel Delanne fizeram com que a “materialização” soprasse o ar de seus pulmões através de uma solução aquosa de barita, usando um pequeno tubo. O resultado foi o turvamento do líquido, revelando a presença do gás carbônico, fenômeno peculiar dos organismos vivos normais.
Na introdução do seu Tratado de Metapsíquica Richet, cita os Espíritas que já naquela época pouca importância deram a esta obra uma vez que acreditavam que tudo o que importava já havia sido escrito.
Charles Richet escreveu - se os Espíritas fossem justos, reconheceriam que a minha tentativa de fazer entrar na ordem dos fatos científicos todos os fenômenos que constituem a base de sua fé, mereceria eu verdadeiramente alguma indulgência.
*
Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.
Allan Kardec

Estudo nº 02 Biografia de Charles Richet - Metapsíquica.


CHARLES RICHET
O APÓSTOLO DA CIÊNCIA E DO ESPIRITISMO

Conhecido como o fundador da Metapsíquica, Charles Richet (1850-1935) desempenhou um papel fundamental no processo de desvendar o desconhecido mundo dos fenômenos anímicos. Em 1905, então presidente da Sociedade de Investigações Psíquicas - Londres, propôs o nome de Metapsíquica a este conjunto de conhecimentos.
"O eminente sábio da Sorbonne" um dos espíritos mais notáveis que o mundo tem possuído e admirado, tanto como cientista, filosofo, homem de letra e sociólogo, o Professor Charles Richet foi uma das figuras mais prestigiosas nos domínios da Metapsíquica e, por que não dizer, o maior mestre do Espiritualismo Experimental, que tanto alento continua derramando nas almas torturadas pelo cepticismo e pelo negativismo intransigentes, obscurecidos pelo preconceito nocivo das afirmativas a priori.
Aos fenômenos que no Espiritismo conhecemos como fenômenos inteligentes, Richet chamou Fenômenos Subjetivos. São os que se caracterizam por terem lugar unicamente na esfera psíquica, sem qualquer ação dinâmica sobre os objetos materiais.
Àqueles que o Espiritismo denomina fenômenos de efeitos físicos, e que se caracterizam pela ação física sobre os objetos materiais, Richet chamou Fenômenos Objetivos.
Embora não fosse Espírita, Charles Richet achava importante que os Espíritas reconhecessem a sua tentativa de fazer entrar na ordem dos fatos científicos todos os fenômenos que constituem a base da sua fé.
O Espiritismo muito deve a homens deste quilate, pois dotado de forte espírito investigativo aprofundou o estudo dos fenômenos mediúnicos em diversas facetas.
PRONUNCIOU NUM CONGRESSO ESPÍRITA

“...Tão invulnerável é a Ciência quando estabelece
fatos, quão deploravelmente sujeita a errar quando
pretende estabelecer negações...
Não há contradição
alguma entre os fatos e as teorias do Espiritismo e os
fatos positivos estabelecidos pela ciência...
Em lugar,
portanto, de parecer ignorarem o Espiritismo, os sábios
o devem estudar.”

Estudo nº 01 Reencarnação na Bíblia


Reencarnação na Bíblia
O escritor José Reis Chaves, em seu livro A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência
consegue, com grande clareza, provar que a reencarnação consta da Bíblia. No capítulo 3 –
Através da Bíblia, diz:
“Há muitas pessoas que afirmam convictamente que a reencarnação não está na Bíblia. O
autor deste livro também foi uma pessoa que pensava assim. Mas ela está lá, só que de um modo
oculto, esotérico ou velado, sobre o que já falamos numa outra parte anterior deste livro”.
“Quando Jesus disse que examinássemos as Escrituras, Ele quis dizer que nos
aprofundássemos no estudo da Bíblia, para que pudéssemos compreender a sua mensagem”.
“Portanto, não basta que nos informemos do conteúdo da Bíblia. É necessário que façamos um
estudo profundo do seu conteúdo. E isso tem de ser feito por quem tenha estrutura para tal, ou
seja, tenha um bom nível de instrução, seja inteligente e tenha dom para isso. É, pois, engano
pensar que só um bispo, padre ou pastor sejam pessoas que entendam a fundo de Bíblia, embora
encontremos entre eles grandes sumidades no assunto. Esses indivíduos, geralmente, pensam de
maneira diferente da maioria dos padres e pastores sobre alguns textos bíblicos, embora, às
vezes, sejam discretos em seus conhecimentos, pois têm de prestar obediência à hierarquia de
suas igrejas. A nossa opinião é a de que o indivíduo só pode conhecer as Escrituras Sagradas,
tendo liberdade de raciocínio e oportunidade, inclusive de comparar os textos bíblicos com os de
outros livros sagrados de outras religiões, pois arquétipos junguianos estão, também, presentes
nas literaturas de todas as escrituras sagradas, e não só da Bíblia”. ((CHAVES, s/d, p. 59-60)
Iniciamos colocando a fala de José Reis Chaves por ser ele católico, para não dizerem
que nós, os espíritas, estejamos distorcendo os fatos a nosso favor.
Recomendamos, inclusive, seu livro a todos que sinceramente buscam conhecer a
verdade, principalmente aos que seguem: “Examinai tudo, conservai o que é bom” (1 Tes.
5,21).
Neste livro encontramos várias passagens bíblicas, analisadas, pelo autor, sobre a
reencarnação, nós iremos nos concentrar apenas em algumas que podemos encontrar no Novo
Testamento.
Em Mateus 16,13-14, temos:
“Tendo chegado à região de Cesáreia de Felipe, Jesus perguntou aos discípulos: “Quem
dizem por aí as pessoas que é o Filho do homem?” Responderam: “Umas dizem que é
João Batista; outras, que é Elias; outras, enfim, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
Veja bem, se o povo pensava que Jesus poderia ser João Batista, Elias, Jeremias ou
algum dos profetas é porque acreditavam que alguém que já havia morrido pudesse voltar
como outra pessoa, razão da resposta. Entretanto, não tinham noção como isso poderia
acontecer. Sendo João Batista contemporâneo de Jesus, não haveria a menor possibilidade
d’Ele ser João Batista reencarnado. É a única ressalva que poderemos fazer a esse texto.
Outra passagem que podemos citar é a de João 3,1-8, entretanto essa talvez seja a
mais polêmica, porquanto as várias traduções e interpretações da Bíblia são divergentes
quanto ao termo “nascer de novo”. Mas, mesmo assim a citaremos:
“Havia entre os fariseus um, chamado Nicodemos, dos mais importantes entre os
judeus. Ele foi encontrar-se com Jesus à noite e lhe disse: “Rabi, bem sabemos que és
um Mestre enviado por Deus, pois ninguém seria capaz de fazer os sinais que tu fazes,
se Deus não estivesse com ele. Jesus respondeu: “Eu te afirmo e esta é a verdade;
ninguém verá o reino de Deus se não nascer de novo”. Disse-lhe, Nicodemos: “Como
pode nascer um homem já velho? Porventura poderá entrar de novo no seio de sua
mãe e nascer?” Jesus respondeu: “Eu vos afirmo e esta é a verdade: se alguém não
nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasce da
carne e carne. O que nasce do Espírito é espírito! Não te admires do que eu disse: é
necessário para vós nascer de novo. O vento sopra para onde quer e ouves a sua voz,
mas não sabes donde vem, nem aonde vai. Assim é quem nasce do Espírito”.
O que se pode deduzir do texto é que Nicodemos entendeu perfeitamente que era sobre
nascer de novo, que Jesus estava falando, sua dúvida ficou apenas como isso poderia ocorrer.
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Querem alguns que o nascer da água seja o batismo. Se for por que, então Jesus
reafirma: O que nasce da carne é carne; o que nasce do Espírito é espírito. Perfeitamente
coerente com o sentido de nascer da água, pois seu significado, à época, era de ser a origem
da matéria. Vemos que toda a vida material, dela depende, e, especificamente nós os
humanos, além de sermos mais água que carne, ficamos nove meses “dentro d’água” antes de
nascermos de novo.
E, como afirmamos anteriormente, esta passagem é causa de longos e polêmicos
debates.
Entretanto, encontraremos em Mateus (17,10-13) a reencarnação de forma bem mais
clara, senão vejamos:
“Os discípulos lhe perguntaram: “Por que dizem os escribas, que Elias deve vir antes?”
Respondeu-lhes: “Elias há de vir para restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que
Elias já veio e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram. Do mesmo
modo, também o filho do homem está para sofrer da parte deles. Então, os discípulos
compreenderam que Jesus lhes tinha falado a respeito de João Batista”.
Por que Elias não foi reconhecido? Porque agora animava outro corpo. Simples não?
Mas poderiam objetar: Jesus não afirmou que João Batista era Elias. Foram seus
discípulos que pensaram assim. Certo! Mas em várias oportunidades Jesus demonstrou
conhecer o pensamento das pessoas, por isso, se não disse nada em contrário é porque
sancionava o que os discípulos estavam pensando.
As dúvidas poderão ser dissipadas nesta outra narrativa. Vejamos Mateus 11,14-15: “E,
se quiserdes compreendê-los, João é o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos, que
escute bem”. Essa última frase deve ter sido dita por Jesus por que sabia que muitos não iriam
aceitar o princípio da reencarnação, mas reafirmamos: quem quiser ouvir que ouça!
É sempre colocada a passagem de Hebreus 9,27 como contrária à reencarnação, que
diz:
“Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o
juízo, assim o Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da
multidão, e aparecerá uma segunda vez, não, porém, em razão do pecado, mas para
trazer a salvação àqueles que o esperam”.
No texto não há nenhuma afirmativa contra a reencarnação. O que foi dito é o que
acontece realmente, pois no presente corpo, em que o espírito nele habita, morrerá só uma
vez, não temos nenhuma dúvida disso. Isso é válido para todas as vezes que ele (espírito) se
reencarnar, ou seja, para cada reencarnação: somente uma morte.
Paulo da Silva Neto Sobrinho
Setembro/2001.
Referência bibliográfica:
CHAVES, J. R. A Reencarnação segundo a Bíblia e a Ciência, 5ª ed. São Paulo; Martin Claret, s/
d.
(A título de informação, por volta de 2002, o autor passou a se declarar Espírita)