AS PROVAS DA REENCARNAÇÃO
A reencarnação não é uma invenção do Espiritismo, porque, como toda lei natural a qual
estão submetidos os espíritos criados por Deus, ela foi percebida pelo homem desde suas mais
antigas civilizações.
No Ocidente, pode ser novidade a ideia da pluralidade das existências, mas no Oriente
não. A prova disso está no texto encontrado pelo pesquisador da história do Egito, Picone-Chiodo,
escrito cerca de três mil anos antes de Cristo, que dizia: “Antes de nascer à criança viveu, e a
morte não é o fim. A vida é um evento que passa como o dia solar que renasce”.
Entre os hindus, o princípio da reencarnação era ensinado 1.300 anos a.C. pela filosofia
dos Vedas, com o nome de metempsicose. Na Grécia antiga, a tese reencarnacionista
(palingenesia) teve largo curso, relatando-se inclusive que Pitágoras se recordou de várias de
suas existências anteriores, inclusive reconhecendo um escudo que dizia ter usado na guerra de
Tróia, quando seu nome era Euforbus.
PERFEIÇÃO ESPIRITUAL
A reencarnação, segundo a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, é a volta do
espírito a um novo corpo de carne que nada tem a ver com o anterior. Isto é, a alma que não se
depurou em uma vida corpórea recebe a prova de uma nova existência, durante a qual dá mais
um passo na senda do progresso. É por essa razão que passamos por muitas existências.
Se somos seres imortais, tendentes à perfeição, certamente os poucos anos de uma vida
física são insuficientes para a aquisição das experiências necessárias ao nosso aperfeiçoamento.
Senão, ficaria sem sentido a afirmativa de Jesus: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai
Celestial”.
Não é somente na Terra que reencarnamos; podemos viver em mundos diferentes. As
reencarnações que passamos aqui não são as primeiras nem as últimas; são, porém, as mais
materiais e bastante distantes da perfeição. A alma pode viver muitas vezes no mesmo globo e só
pode passar a reencarnar em mundos superiores quando haja alcançado condição suficiente para
tal.
PROVAS CIENTÍFICAS DA REENCARNAÇÃO
Todavia, a reencarnação, antes de ser mera questão doutrinária, assenta, pois, seu
fundamento na palavra de Jesus e na própria Bíblia, sem falar na comprovação do fenômeno
reencarnatório pela pesquisa científica, hoje de amplo domínio público.
O parapsicólogo indiano Hamendra Banerjee pesquisou mais de 1.200 casos de pessoas
que tinham nítidas lembranças do que foram em vidas anteriores, ou seja, desde o local onde
tinham vivido no passado até nomes de parentes, passando por seus próprios nomes, apelidos e
fatos acontecidos com elas. Esses dados foram devidamente checados por Banerjee
comprovando a reencarnação, embora tenha ele admitido que é possível alguém recordar-se de
outras vidas através de uma memória extracerebral. No entanto, para nós, espíritas, essa
memória, que sobrevive à morte do corpo físico e volta a existir em outra roupagem carnal,
chama-se espírito reencarnado.
Um fato observado pelo professor Banerjee, na época diretor de pesquisas do Instituto
Indiano de Parapsicologia, trata da reencarnação em sexos opostos. Gnana, com três anos de
idade, afirmava ter sido o menino Tiillekeratne, que morrera aos 11 anos. Quando levada a casa
em que morara na outra vida, a menina ficou muito contente ao reconhecer a irmã e manifestou
aversão ao irmão com quem brigara pouco antes de morrer. Outro caso pesquisado foi o de
Nejati, que dizia ser Nagib Budak. O morto e o reencarnado moravam à distância de 75
quilômetros. Najib fora assassinado com uma punhalada. O menino Nejati nasceu com a marca
do ferimento da punhalada recebida na outra encarnação. Ele também reconheceu casas e
parentes da vida anterior.
CRIANÇAS SUPERDOTADAS
Como explicar, sem a reencarnação, o caso do pequeno Sho Yano, de nove anos? Apesar
da pouca idade, ele já sabe o que pretende ser quando crescer: médico. A diferença é que, ao
contrário das outras crianças, ele não terá de esperar muito por isso. O garoto franzino, de 1,31
metro, acaba de entrar na Universidade de Loyola, em Chicago, Estados Unidos, onde estudará
Medicina. Daqui a quatro anos será doutor. Descendente de japoneses e coreanos, Yano é um
gênio, e daqueles brilhantes. Tanto que seu coeficiente intelectual (QI) supera o índice máximo de
200 pontos. Graças à sua genialidade, ele se tornou o mais jovem universitário dos Estados
Unidos.
Matthew Marcus, de doze anos de idade, residente em White Piains, subúrbio de Nova
Iorque, é o mais jovem estudante deste século do college norte-americano. Autodidata em
Matemática, Química e Física, em dois anos completou os seis anos da high school.
Por conselho dos professores, os pais de Matthew decidiram matriculá-lo numa escola
superior. Hoje, seus colegas de classe são rapazes e moças de mais de 18 anos. Comporta-se
normalmente como um menino da sua idade, diferenciando-se apenas quando penetra na
intimidade dos livros de Cálculos Avançados, Mecânica, Física, Química, etc.
Em virtude do crescente número de crianças com grau de inteligência superior à média
comum, tem-se desenvolvido muito a pesquisa em torno das prováveis origens desse fenômeno.
Sobre o assunto, existem duas teses mediante as quais a ciência acadêmica tem procurado
explicar a existência de superdotados.
A primeira delas é a da hereditariedade genética, isto é: pais superinteligentes gerariam
filhos superinteligentes. A segunda tese atribui o fenômeno ao que chama de hipoxemia cerebral:
crianças nascidas de partos difíceis teriam, em decorrência disso, as células cerebrais
estimuladas, e disso decorreria um quociente de inteligência superior.
Ambas têm cunho materialista e nenhuma vai a fundo na questão. Nenhuma tem a
coragem de examinar o problema à luz de uma filosofia que considere o homem como algo
transcendente à matéria. Só a teoria reencarnacionista pode abrir à Ciência caminhos mais
seguros para uma investigação eficiente acerca desse e de outros fenômenos da mesma
natureza. Em sua milenar sabedoria, Sócrates afirmava que “aprender é recordar”.
Léon Denis, abonando a tese espírita de que a inteligência é atributo do espírito e não da
matéria, lembra gênios que foram pais de néscios, como Marco Aurélio que gerou Cômodo. Todos
nós conhecemos filhos de excepcional inteligência, tendo por pais pessoas absolutamente
comuns, ou vice-versa. E nem todos os casos decorrem de partos difíceis.
A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA
Entre os judeus, a crença da reencarnação era geral. Textos do Velho Testamento e do
Evangelho de Jesus aludem à reencarnação com o nome de ressurreição.
A primeira passagem em que Jesus admitiu o renascimento em outro corpo ocorreu
quando revelou, a dois enviados de João Batista, que este era “o Elias que havia de vir”, ou seja,
a reencarnação de Elias. Com isso, Jesus confirmou explicitamente o retorno do espírito a um
novo corpo de carne, que nada tem a ver com o anterior, confirmando assim as profecias
registradas no Velho Testamento acerca do retorno de Elias, como seu precursor. É importante
esclarecer que a última profecia a esse respeito encontra-se no versículo 5, capitulo 4, do Livro de
Malaquias.
A segunda vez em que Jesus nos fala de reencarnação foi no Monte Tabor, após a sua
transfiguração, estando presentes Pedro, João e Tiago. Nessa oportunidade, segundo o relato de
Marcos, Ele conversou com os espíritos de Elias e Moisés materializados.
Isso se deu quando os apóstolos, ao descerem do Monte Tabor, procuraram obter de
Jesus um esclarecimento para a seguinte dúvida: se os fariseus e os escribas, intérpretes das
escrituras, declaravam que Elias ao voltar desempenharia a missão de precursor do Messias, isto
é, desempenharia sua missão antes de Jesus e que Elias estava no mundo espiritual, logo Jesus
não seria o Messias esperado. Diante desse questionamento, o Mestre respondeu sem rodeios:
“Mas digo-vos que Elias já veio, e fizeram dele quanto quiseram, como está escrito dele”.
Ao receberem essa resposta, eles deduziram que o espírito Elias havia reencarnado como
João Batista, que, em virtude de ter sido degolado, a mando de Herodes, já havia retornado à
espiritualidade. Tudo isso se confirma com o registro de Mateus sobre a conclusão a que os
apóstolos chegaram: “Então os discípulos compreenderam que Jesus tinha falado de João
Batista”.
JESUS E NICODEMUS
A terceira passagem na qual Jesus também se refere à reencarnação foi no diálogo
estabelecido com Nicodemus. Ao ser questionado pelo Doutor da Lei sobre o que seria necessário
para alcançar o “reino dos céus”, em outras palavras a perfeição espiritual, Jesus sentenciou:
“Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.
Diante desta resposta, diz Nicodemus: “Como pode nascer um homem já velho? Pode
tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer pela segunda vez?”.
E Jesus redargüiu entre outros esclarecimentos, afirmando: “... Não te admires de que eu
te haja dito ser preciso que nasças de novo”.
PAULO DE TARSO E A REENCARNAÇÃO
Quanto ao fato de o apóstolo Paulo ter dito que “os homens devem morrer uma só vez,
depois do que vem o julgamento”, entendemos que ele, ao expressar-se dessa forma, não
pretendeu de maneira alguma negar a reencarnação, pois é evidente que estava se referindo à
morte do corpo físico e não à da alma, pois ela, de fato, não morre nem uma vez; é claro que
ele não poderia ter dito tal absurdo, levando-se em consideração que o Apóstolo dos Gentios tinha
plena convicção da imortalidade.
JUSTIÇA DIVINA
Sob o aspecto moral, como explicar os mecanismos da Justiça Divina sem a
reencarnação, ante tão gritantes diferenças sociais, físicas e intelectuais facilmente perceptíveis
entre as criaturas, filhas do mesmo Pai Celestial? Eis porque aqueles que hoje levam a miséria a
muitos dos seus irmãos em humanidade, voltarão à Terra em condições de extrema pobreza.
Aqueles que tiraram a vida de seus semelhantes reencarnarão amanhã, exibindo as chagas da
lepra ou experimentando as dores do câncer. É o funcionamento da lei de causa e efeito, ou
melhor, é a aplicação do “a cada um será dado segundo as suas próprias obras”.
Enfim, com a reencarnação temos a certeza de que depois da morte continuaremos a
viver, e retornaremos a um novo corpo físico tantas vezes sejam necessárias, até que, pelos
degraus abençoados da evolução, atinjamos a perfeição espiritual.
Diante de todas essas evidências é que o Codificador do Espiritismo, Allan Kardec,
enunciou a máxima: “nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, esta é a lei”.
Gerson Simões Monteiro
é Presidente da Fundação Cristã-Espírita
Cultural Paulo de Tarso
e-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br
Este blog é um espaço para estudo, reflexão e entendimento da Religião da Alma. Onde o limite maior é o amor. Todas as informações contidas neste blog não representam a opinião oficial de nenhuma instituição. Considero-me místico. Sou Espírita Kardecista fui iniciado na Antiga e Mistica Ordem Rosae Crucis (AMORC). Acredito que o Espírito de Deus sopra onde Quer!!!
A Religião Psicológica
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Reencarnação na Bíblia
Reencarnação na Bíblia
O escritor José Reis Chaves, em seu livro A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência
consegue, com grande clareza, provar que a reencarnação consta da Bíblia. No capítulo 3 –
Através da Bíblia, diz:
“Há muitas pessoas que afirmam convictamente que a reencarnação não está na Bíblia. O
autor deste livro também foi uma pessoa que pensava assim. Mas ela está lá, só que de um modo
oculto, esotérico ou velado, sobre o que já falamos numa outra parte anterior deste livro”.
“Quando Jesus disse que examinássemos as Escrituras, Ele quis dizer que nos
aprofundássemos no estudo da Bíblia, para que pudéssemos compreender a sua mensagem”.
“Portanto, não basta que nos informemos do conteúdo da Bíblia. É necessário que façamos um
estudo profundo do seu conteúdo. E isso tem de ser feito por quem tenha estrutura para tal, ou
seja, tenha um bom nível de instrução, seja inteligente e tenha dom para isso. É, pois, engano
pensar que só um bispo, padre ou pastor sejam pessoas que entendam a fundo de Bíblia, embora
encontremos entre eles grandes sumidades no assunto. Esses indivíduos, geralmente, pensam de
maneira diferente da maioria dos padres e pastores sobre alguns textos bíblicos, embora, às
vezes, sejam discretos em seus conhecimentos, pois têm de prestar obediência à hierarquia de
suas igrejas. A nossa opinião é a de que o indivíduo só pode conhecer as Escrituras Sagradas,
tendo liberdade de raciocínio e oportunidade, inclusive de comparar os textos bíblicos com os de
outros livros sagrados de outras religiões, pois arquétipos junguianos estão, também, presentes
nas literaturas de todas as escrituras sagradas, e não só da Bíblia”. ((CHAVES, s/d, p. 59-60)
Iniciamos colocando a fala de José Reis Chaves por ser ele católico, para não dizerem
que nós, os espíritas, estejamos distorcendo os fatos a nosso favor.
Recomendamos, inclusive, seu livro a todos que sinceramente buscam conhecer a
verdade, principalmente aos que seguem: “Examinai tudo, conservai o que é bom” (1 Tes.
5,21).
Neste livro encontramos várias passagens bíblicas, analisadas, pelo autor, sobre a
reencarnação, nós iremos nos concentrar apenas em algumas que podemos encontrar no Novo
Testamento.
Em Mateus 16,13-14, temos:
“Tendo chegado à região de Cesáreia de Felipe, Jesus perguntou aos discípulos: “Quem
dizem por aí as pessoas que é o Filho do homem?” Responderam: “Umas dizem que é
João Batista; outras, que é Elias; outras, enfim, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
Veja bem, se o povo pensava que Jesus poderia ser João Batista, Elias, Jeremias ou
algum dos profetas é porque acreditavam que alguém que já havia morrido pudesse voltar
como outra pessoa, razão da resposta. Entretanto, não tinham noção como isso poderia
acontecer. Sendo João Batista contemporâneo de Jesus, não haveria a menor possibilidade
d’Ele ser João Batista reencarnado. É a única ressalva que poderemos fazer a esse texto.
Outra passagem que podemos citar é a de João 3,1-8, entretanto essa talvez seja a
mais polêmica, porquanto as várias traduções e interpretações da Bíblia são divergentes
quanto ao termo “nascer de novo”. Mas, mesmo assim a citaremos:
“Havia entre os fariseus um, chamado Nicodemos, dos mais importantes entre os
judeus. Ele foi encontrar-se com Jesus à noite e lhe disse: “Rabi, bem sabemos que és
um Mestre enviado por Deus, pois ninguém seria capaz de fazer os sinais que tu fazes,
se Deus não estivesse com ele. Jesus respondeu: “Eu te afirmo e esta é a verdade;
ninguém verá o reino de Deus se não nascer de novo”. Disse-lhe, Nicodemos: “Como
pode nascer um homem já velho? Porventura poderá entrar de novo no seio de sua
mãe e nascer?” Jesus respondeu: “Eu vos afirmo e esta é a verdade: se alguém não
nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasce da
carne e carne. O que nasce do Espírito é espírito! Não te admires do que eu disse: é
necessário para vós nascer de novo. O vento sopra para onde quer e ouves a sua voz,
mas não sabes donde vem, nem aonde vai. Assim é quem nasce do Espírito”.
O que se pode deduzir do texto é que Nicodemos entendeu perfeitamente que era sobre
nascer de novo, que Jesus estava falando, sua dúvida ficou apenas como isso poderia ocorrer.
2
Querem alguns que o nascer da água seja o batismo. Se for por que, então Jesus
reafirma: O que nasce da carne é carne; o que nasce do Espírito é espírito. Perfeitamente
coerente com o sentido de nascer da água, pois seu significado, à época, era de ser a origem
da matéria. Vemos que toda a vida material, dela depende, e, especificamente nós os
humanos, além de sermos mais água que carne, ficamos nove meses “dentro d’água” antes de
nascermos de novo.
E, como afirmamos anteriormente, esta passagem é causa de longos e polêmicos
debates.
Entretanto, encontraremos em Mateus (17,10-13) a reencarnação de forma bem mais
clara, senão vejamos:
“Os discípulos lhe perguntaram: “Por que dizem os escribas, que Elias deve vir antes?”
Respondeu-lhes: “Elias há de vir para restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que
Elias já veio e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram. Do mesmo
modo, também o filho do homem está para sofrer da parte deles. Então, os discípulos
compreenderam que Jesus lhes tinha falado a respeito de João Batista”.
Por que Elias não foi reconhecido? Porque agora animava outro corpo. Simples não?
Mas poderiam objetar: Jesus não afirmou que João Batista era Elias. Foram seus
discípulos que pensaram assim. Certo! Mas em várias oportunidades Jesus demonstrou
conhecer o pensamento das pessoas, por isso, se não disse nada em contrário é porque
sancionava o que os discípulos estavam pensando.
As dúvidas poderão ser dissipadas nesta outra narrativa. Vejamos Mateus 11,14-15: “E,
se quiserdes compreendê-los, João é o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos, que
escute bem”. Essa última frase deve ter sido dita por Jesus por que sabia que muitos não iriam
aceitar o princípio da reencarnação, mas reafirmamos: quem quiser ouvir que ouça!
É sempre colocada a passagem de Hebreus 9,27 como contrária à reencarnação, que
diz:
“Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o
juízo, assim o Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da
multidão, e aparecerá uma segunda vez, não, porém, em razão do pecado, mas para
trazer a salvação àqueles que o esperam”.
No texto não há nenhuma afirmativa contra a reencarnação. O que foi dito é o que
acontece realmente, pois no presente corpo, em que o espírito nele habita, morrerá só uma
vez, não temos nenhuma dúvida disso. Isso é válido para todas as vezes que ele (espírito) se
reencarnar, ou seja, para cada reencarnação: somente uma morte.
Paulo da Silva Neto Sobrinho
Setembro/2001.
Referência bibliográfica:
CHAVES, J. R. A Reencarnação segundo a Bíblia e a Ciência, 5ª ed. São Paulo; Martin Claret, s/
d.
(A título de informação, por volta de 2002, o autor passou a se declarar Espírita)
O escritor José Reis Chaves, em seu livro A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência
consegue, com grande clareza, provar que a reencarnação consta da Bíblia. No capítulo 3 –
Através da Bíblia, diz:
“Há muitas pessoas que afirmam convictamente que a reencarnação não está na Bíblia. O
autor deste livro também foi uma pessoa que pensava assim. Mas ela está lá, só que de um modo
oculto, esotérico ou velado, sobre o que já falamos numa outra parte anterior deste livro”.
“Quando Jesus disse que examinássemos as Escrituras, Ele quis dizer que nos
aprofundássemos no estudo da Bíblia, para que pudéssemos compreender a sua mensagem”.
“Portanto, não basta que nos informemos do conteúdo da Bíblia. É necessário que façamos um
estudo profundo do seu conteúdo. E isso tem de ser feito por quem tenha estrutura para tal, ou
seja, tenha um bom nível de instrução, seja inteligente e tenha dom para isso. É, pois, engano
pensar que só um bispo, padre ou pastor sejam pessoas que entendam a fundo de Bíblia, embora
encontremos entre eles grandes sumidades no assunto. Esses indivíduos, geralmente, pensam de
maneira diferente da maioria dos padres e pastores sobre alguns textos bíblicos, embora, às
vezes, sejam discretos em seus conhecimentos, pois têm de prestar obediência à hierarquia de
suas igrejas. A nossa opinião é a de que o indivíduo só pode conhecer as Escrituras Sagradas,
tendo liberdade de raciocínio e oportunidade, inclusive de comparar os textos bíblicos com os de
outros livros sagrados de outras religiões, pois arquétipos junguianos estão, também, presentes
nas literaturas de todas as escrituras sagradas, e não só da Bíblia”. ((CHAVES, s/d, p. 59-60)
Iniciamos colocando a fala de José Reis Chaves por ser ele católico, para não dizerem
que nós, os espíritas, estejamos distorcendo os fatos a nosso favor.
Recomendamos, inclusive, seu livro a todos que sinceramente buscam conhecer a
verdade, principalmente aos que seguem: “Examinai tudo, conservai o que é bom” (1 Tes.
5,21).
Neste livro encontramos várias passagens bíblicas, analisadas, pelo autor, sobre a
reencarnação, nós iremos nos concentrar apenas em algumas que podemos encontrar no Novo
Testamento.
Em Mateus 16,13-14, temos:
“Tendo chegado à região de Cesáreia de Felipe, Jesus perguntou aos discípulos: “Quem
dizem por aí as pessoas que é o Filho do homem?” Responderam: “Umas dizem que é
João Batista; outras, que é Elias; outras, enfim, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
Veja bem, se o povo pensava que Jesus poderia ser João Batista, Elias, Jeremias ou
algum dos profetas é porque acreditavam que alguém que já havia morrido pudesse voltar
como outra pessoa, razão da resposta. Entretanto, não tinham noção como isso poderia
acontecer. Sendo João Batista contemporâneo de Jesus, não haveria a menor possibilidade
d’Ele ser João Batista reencarnado. É a única ressalva que poderemos fazer a esse texto.
Outra passagem que podemos citar é a de João 3,1-8, entretanto essa talvez seja a
mais polêmica, porquanto as várias traduções e interpretações da Bíblia são divergentes
quanto ao termo “nascer de novo”. Mas, mesmo assim a citaremos:
“Havia entre os fariseus um, chamado Nicodemos, dos mais importantes entre os
judeus. Ele foi encontrar-se com Jesus à noite e lhe disse: “Rabi, bem sabemos que és
um Mestre enviado por Deus, pois ninguém seria capaz de fazer os sinais que tu fazes,
se Deus não estivesse com ele. Jesus respondeu: “Eu te afirmo e esta é a verdade;
ninguém verá o reino de Deus se não nascer de novo”. Disse-lhe, Nicodemos: “Como
pode nascer um homem já velho? Porventura poderá entrar de novo no seio de sua
mãe e nascer?” Jesus respondeu: “Eu vos afirmo e esta é a verdade: se alguém não
nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasce da
carne e carne. O que nasce do Espírito é espírito! Não te admires do que eu disse: é
necessário para vós nascer de novo. O vento sopra para onde quer e ouves a sua voz,
mas não sabes donde vem, nem aonde vai. Assim é quem nasce do Espírito”.
O que se pode deduzir do texto é que Nicodemos entendeu perfeitamente que era sobre
nascer de novo, que Jesus estava falando, sua dúvida ficou apenas como isso poderia ocorrer.
2
Querem alguns que o nascer da água seja o batismo. Se for por que, então Jesus
reafirma: O que nasce da carne é carne; o que nasce do Espírito é espírito. Perfeitamente
coerente com o sentido de nascer da água, pois seu significado, à época, era de ser a origem
da matéria. Vemos que toda a vida material, dela depende, e, especificamente nós os
humanos, além de sermos mais água que carne, ficamos nove meses “dentro d’água” antes de
nascermos de novo.
E, como afirmamos anteriormente, esta passagem é causa de longos e polêmicos
debates.
Entretanto, encontraremos em Mateus (17,10-13) a reencarnação de forma bem mais
clara, senão vejamos:
“Os discípulos lhe perguntaram: “Por que dizem os escribas, que Elias deve vir antes?”
Respondeu-lhes: “Elias há de vir para restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que
Elias já veio e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram. Do mesmo
modo, também o filho do homem está para sofrer da parte deles. Então, os discípulos
compreenderam que Jesus lhes tinha falado a respeito de João Batista”.
Por que Elias não foi reconhecido? Porque agora animava outro corpo. Simples não?
Mas poderiam objetar: Jesus não afirmou que João Batista era Elias. Foram seus
discípulos que pensaram assim. Certo! Mas em várias oportunidades Jesus demonstrou
conhecer o pensamento das pessoas, por isso, se não disse nada em contrário é porque
sancionava o que os discípulos estavam pensando.
As dúvidas poderão ser dissipadas nesta outra narrativa. Vejamos Mateus 11,14-15: “E,
se quiserdes compreendê-los, João é o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos, que
escute bem”. Essa última frase deve ter sido dita por Jesus por que sabia que muitos não iriam
aceitar o princípio da reencarnação, mas reafirmamos: quem quiser ouvir que ouça!
É sempre colocada a passagem de Hebreus 9,27 como contrária à reencarnação, que
diz:
“Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o
juízo, assim o Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da
multidão, e aparecerá uma segunda vez, não, porém, em razão do pecado, mas para
trazer a salvação àqueles que o esperam”.
No texto não há nenhuma afirmativa contra a reencarnação. O que foi dito é o que
acontece realmente, pois no presente corpo, em que o espírito nele habita, morrerá só uma
vez, não temos nenhuma dúvida disso. Isso é válido para todas as vezes que ele (espírito) se
reencarnar, ou seja, para cada reencarnação: somente uma morte.
Paulo da Silva Neto Sobrinho
Setembro/2001.
Referência bibliográfica:
CHAVES, J. R. A Reencarnação segundo a Bíblia e a Ciência, 5ª ed. São Paulo; Martin Claret, s/
d.
(A título de informação, por volta de 2002, o autor passou a se declarar Espírita)
sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
O EPISÓDIO DE HYDESVILLE
HYDESVILLE, vilarejo situado próximo da cidade de Rochester, rio condado de Wayne, no Estado de Nova lorque, nos Estados Unidos, passou à História como o berço do Novo Espiritualismo, ou seja, o Espiritismo dos povos de língua inglesa.
Numa tosca cabana residia uma família protestante composta de:
John Fox,
sua mulher Margareth
e as filhas menores Margareth e Catherine (Kate Fox)
Cabana na qual moraram, antes deles, os esposos Bell e sua criada Lucrécia Pelves.
Nessa modesta residência se verificaram fatos estranhos, que alarmaram seus moradores e toda a vizinhança: ruídos, pancadas, batidas, punham todos em desassossego. Ninguém descobria sua origem.
As filhas do casal Fox, Margareth e Kate e ainda a mais velha, Lia, casada, eram médiuns. Kate, de 11 anos, no dia 31 de março de 1848, quando as pancadas (em inglês chamadas “raps”) se tornaram mais persistentes e fortes, resolveu desafiar o mistério, travando-se um diálogo com o que todos julgavam fosse o diabo:
— “Senhor Pé-rachado, faça o que eu faço, batendo palmas”.
Imediatamente se ouviram pancadas, em número igual ao das palmas. A sra. Margareth, animada, disse, por sua vez:
— “Agora faça exatamente como eu. Conte um, dois, três, quatro.”
Logo se fizeram ouvir as pancadas correspondentes.
— “É um espírito?”, perguntou, em seguida. “Se for, dê duas batidas.”
A resposta, afirmativa, não se fez esperar.
— “Se for um espírito assassinado, dá duas batidas. Foi assassinado nesta casa?”
Duas pancadas estrepitosas se fizeram ouvir.
Estabelecera-se assim, naquele memorável 31 de março de 1848, a telegrafia_espiritual e hoje, em Lily Dale, no Estado de Nova lorque, a tosca cabana é admirada como relíquia histórica e uma placa assinala a data considerada a do nascimento do Novo
Espiritualismo.
Um vizinho dos Fox, de nome Duesler, usando o alfabeto para obter respostas mais rápidas, conseguiu saber:
o nome do assassino (o sr. Bell),
o móvel do crime (roubo do dinheiro e coisas do assassinado, um mascate, Charles B. Rosma ou Joseph Ryan),
o local (o quarto leste da casa),
a data (havia 5 anos, à meia noite de uma terça-feira)
e o modo como se dera o crime (a golpes de faca de açougueiro, na garganta, sendo o corpo levado para a adega).
Graças ao depoimento de Lucrécia Pelves, criada dos Bell, Davi Fox e outros desceram à adega, onde cavaram, encontrando tábuas, alcatrão, cal e cabelos humanos, bem como utensílios do mascate. Seu corpo, todavia, só apareceu em 1904 (56 anos depois), quando uma parede da casa ruiu, assustando crianças que brincavam perto e deixando a descoberto o esqueleto do morto, inclusive uma lata, de seu uso, hoje ainda guardada em Hydesville.
Assim, os fatos vieram confirmar a estranha denúncia de um morto, que saía das trevas para relatar a ação criminosa de que fora vítima, há anos.
Entretanto, é preciso considerar o episódio em suas verdadeiras finalidades, porque inúmeros crimes semelhantes se dão e nem por isso as vítimas os denunciam, de modo semelhante. Nem a finalidade da comunicação era a punição do culpado (que disso se encarregam, sempre, as leis divinas), porque à pergunta sobre se o assassino podia ser punido pela lei, se podia ser levado ao Tribunal, nenhuma resposta foi dada.
É para unir a humanidade e convencer as mentes céticas da imortalidade_da_alma”, disseram os Espíritos; era de fato o início de um movimento de caráter quase universal, tendente a despertar a Humanidade para a vida espiritual, que seria revelada, pouco depois, pela Codificação da Doutrina_Espírita, tarefa gigantesca a ser realizada pelo grande missionário AIlan_Kardec.
“Era como uma núvem psíquica, descendo do alto e se mostrando nas pessoas sucetíveis”, escreve A. Conan Doyle, em sua “História do Espiritismo”, porquanto os fatos insólitos (1), os “raps”, produzidos pelos espíritos batedores, se multiplicavam, despertando consciências através de mensagens apropriadas.
Grande número de adeptos das novas crenças fizeram realizar em Rochester, na Sala Coríntia (Corinthian HaIl) a primeira reunião pública, para exame e debate dos fatos, nomeando-se comissões para investigar sua veracidade. Nada menos de três tiveram de os confirmar.
Figuras notáveis dos Estados Unidos reconheceram a veracidade dos fenômenos, que honestamente não podiam negar: o Governador Tallmadge e o Juiz Edmons, cuja filha Laura se tornou depois médium notável de xenoglossia (mediunidade poliglota).
Entretanto, a reação das trevas foi grande, graças, sobretudo, ao meio intolerante em que se davam os fenômenos, numa sociedade de protestantes e numa época de obscuridade. As irmãs Fox, certa vez, quase foram linchadas no teatro, que tiveram de deixar às escondidas.
Muito sofreram os médiuns, por meio dos quais, como sabemos, realizam-se os fenômenos e as irmãs Fox não constituiriam exceção.
Contudo, diz o Prof. José Jorge, no opúsculo “Dos RAPS de Hydesville até Allan Kardec”: “Cumpre consignar aqui a envergadura moral do casal Fox que, contrariados e perseguidos pela Igreja Metodista a que pertenciam, preferiram de lá ser expulsos, a negar os fenômenos espíritas, ou a abdicar da verdade de que foram testemunhas”.
Como queriam os Espíritos, o acontecimento repercutiria na Europa, despertando as consciências e, ao lado dos fenômenos das “Mesas Girantes”, prepararia o advento do ESPIRITISMO.
(1) - Chamados, também, de "rappings", "noisse", "echoes", "knockings" (ruídos, pancadas, ecos).
Irmãs Fox - da esquerada para direita: Margaret, Kate, e Leah
Família Fox
Catherine (Kate Fox)

Margareth - (1838)

HYDESVILLE, vilarejo situado próximo da cidade de Rochester, rio condado de Wayne, no Estado de Nova lorque, nos Estados Unidos, passou à História como o berço do Novo Espiritualismo, ou seja, o Espiritismo dos povos de língua inglesa.
Numa tosca cabana residia uma família protestante composta de:
John Fox,
sua mulher Margareth
e as filhas menores Margareth e Catherine (Kate Fox)
Cabana na qual moraram, antes deles, os esposos Bell e sua criada Lucrécia Pelves.
Nessa modesta residência se verificaram fatos estranhos, que alarmaram seus moradores e toda a vizinhança: ruídos, pancadas, batidas, punham todos em desassossego. Ninguém descobria sua origem.
As filhas do casal Fox, Margareth e Kate e ainda a mais velha, Lia, casada, eram médiuns. Kate, de 11 anos, no dia 31 de março de 1848, quando as pancadas (em inglês chamadas “raps”) se tornaram mais persistentes e fortes, resolveu desafiar o mistério, travando-se um diálogo com o que todos julgavam fosse o diabo:
— “Senhor Pé-rachado, faça o que eu faço, batendo palmas”.
Imediatamente se ouviram pancadas, em número igual ao das palmas. A sra. Margareth, animada, disse, por sua vez:
— “Agora faça exatamente como eu. Conte um, dois, três, quatro.”
Logo se fizeram ouvir as pancadas correspondentes.
— “É um espírito?”, perguntou, em seguida. “Se for, dê duas batidas.”
A resposta, afirmativa, não se fez esperar.
— “Se for um espírito assassinado, dá duas batidas. Foi assassinado nesta casa?”
Duas pancadas estrepitosas se fizeram ouvir.
Estabelecera-se assim, naquele memorável 31 de março de 1848, a telegrafia_espiritual e hoje, em Lily Dale, no Estado de Nova lorque, a tosca cabana é admirada como relíquia histórica e uma placa assinala a data considerada a do nascimento do Novo
Espiritualismo.
Um vizinho dos Fox, de nome Duesler, usando o alfabeto para obter respostas mais rápidas, conseguiu saber:
o nome do assassino (o sr. Bell),
o móvel do crime (roubo do dinheiro e coisas do assassinado, um mascate, Charles B. Rosma ou Joseph Ryan),
o local (o quarto leste da casa),
a data (havia 5 anos, à meia noite de uma terça-feira)
e o modo como se dera o crime (a golpes de faca de açougueiro, na garganta, sendo o corpo levado para a adega).
Graças ao depoimento de Lucrécia Pelves, criada dos Bell, Davi Fox e outros desceram à adega, onde cavaram, encontrando tábuas, alcatrão, cal e cabelos humanos, bem como utensílios do mascate. Seu corpo, todavia, só apareceu em 1904 (56 anos depois), quando uma parede da casa ruiu, assustando crianças que brincavam perto e deixando a descoberto o esqueleto do morto, inclusive uma lata, de seu uso, hoje ainda guardada em Hydesville.
Assim, os fatos vieram confirmar a estranha denúncia de um morto, que saía das trevas para relatar a ação criminosa de que fora vítima, há anos.
Entretanto, é preciso considerar o episódio em suas verdadeiras finalidades, porque inúmeros crimes semelhantes se dão e nem por isso as vítimas os denunciam, de modo semelhante. Nem a finalidade da comunicação era a punição do culpado (que disso se encarregam, sempre, as leis divinas), porque à pergunta sobre se o assassino podia ser punido pela lei, se podia ser levado ao Tribunal, nenhuma resposta foi dada.
É para unir a humanidade e convencer as mentes céticas da imortalidade_da_alma”, disseram os Espíritos; era de fato o início de um movimento de caráter quase universal, tendente a despertar a Humanidade para a vida espiritual, que seria revelada, pouco depois, pela Codificação da Doutrina_Espírita, tarefa gigantesca a ser realizada pelo grande missionário AIlan_Kardec.
“Era como uma núvem psíquica, descendo do alto e se mostrando nas pessoas sucetíveis”, escreve A. Conan Doyle, em sua “História do Espiritismo”, porquanto os fatos insólitos (1), os “raps”, produzidos pelos espíritos batedores, se multiplicavam, despertando consciências através de mensagens apropriadas.
Grande número de adeptos das novas crenças fizeram realizar em Rochester, na Sala Coríntia (Corinthian HaIl) a primeira reunião pública, para exame e debate dos fatos, nomeando-se comissões para investigar sua veracidade. Nada menos de três tiveram de os confirmar.
Figuras notáveis dos Estados Unidos reconheceram a veracidade dos fenômenos, que honestamente não podiam negar: o Governador Tallmadge e o Juiz Edmons, cuja filha Laura se tornou depois médium notável de xenoglossia (mediunidade poliglota).
Entretanto, a reação das trevas foi grande, graças, sobretudo, ao meio intolerante em que se davam os fenômenos, numa sociedade de protestantes e numa época de obscuridade. As irmãs Fox, certa vez, quase foram linchadas no teatro, que tiveram de deixar às escondidas.
Muito sofreram os médiuns, por meio dos quais, como sabemos, realizam-se os fenômenos e as irmãs Fox não constituiriam exceção.
Contudo, diz o Prof. José Jorge, no opúsculo “Dos RAPS de Hydesville até Allan Kardec”: “Cumpre consignar aqui a envergadura moral do casal Fox que, contrariados e perseguidos pela Igreja Metodista a que pertenciam, preferiram de lá ser expulsos, a negar os fenômenos espíritas, ou a abdicar da verdade de que foram testemunhas”.
Como queriam os Espíritos, o acontecimento repercutiria na Europa, despertando as consciências e, ao lado dos fenômenos das “Mesas Girantes”, prepararia o advento do ESPIRITISMO.
(1) - Chamados, também, de "rappings", "noisse", "echoes", "knockings" (ruídos, pancadas, ecos).
Irmãs Fox - da esquerada para direita: Margaret, Kate, e Leah
Família Fox
Catherine (Kate Fox)

Margareth - (1838)

Leah Fox
(1841)
sábado, 31 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
A RETRIBUIÇÃO
"Pedro disse-lhe: e nós que deixamos tudo e te seguimos que receberemos?" - (MATEUS. 19:27).
A pergunta do apóstolo exprime a atitude de muitos corações nos templos religiosos.
Consagra-se o homem a determinado círculo de fé e clama, de imediato: - "Que receberei?"
A resposta, porém, se derrama silenciosa, através da própria vida.
Que recebe o grão maduro, após a colheita?
O triturador que o ajuda a purificar-se.
Que prêmio se reserva à farinha alva e nobre?
O fermento que a transforma para a utilidade geral.
Que privilégio caracteriza o pão, depois do forno?
A graça de servir.
Não se formam cristãos para adornos vivos do mundo e sim para a ação regeneradora e santificante da existência.
Outrora, os servidores da realeza humana recebiam o espólio dos vencidos e, com eles, se rodeavam de gratificações de natureza física, com as quais abreviavam a própria morte.
Em Cristo, contudo, o quadro é diverso.
Vencemos, em companhia dele, para nos fazermos irmãos de quantos nos partilham a experiência, guardando a obrigação de ampará-los e ser-lhes úteis.
Simão Pedro, que desejou saber qual lhe seria a recompensa pela adesão à Boa Nova, viu, de perto, a necessidade da renúncia.
Quanto mais se lhe acendrou a fé, maiores testemunhos de amor à Humanidade lhe foram requeridos.
Quanto mais conhecimento adquiriu, a mais ampla caridade foi constrangido, até o sacrifício extremo.
Se deixaste, pois, por devoção a Jesus, os laços que te prendiam às zonas inferiores da vida, recorda que, por felicidade tua, recebeste do Céu a honra de ajudar, a prerrogativa de entender e a glória de servir.
Do livro Fonte Viva
Médium - Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito EMMANUEL
A pergunta do apóstolo exprime a atitude de muitos corações nos templos religiosos.
Consagra-se o homem a determinado círculo de fé e clama, de imediato: - "Que receberei?"
A resposta, porém, se derrama silenciosa, através da própria vida.
Que recebe o grão maduro, após a colheita?
O triturador que o ajuda a purificar-se.
Que prêmio se reserva à farinha alva e nobre?
O fermento que a transforma para a utilidade geral.
Que privilégio caracteriza o pão, depois do forno?
A graça de servir.
Não se formam cristãos para adornos vivos do mundo e sim para a ação regeneradora e santificante da existência.
Outrora, os servidores da realeza humana recebiam o espólio dos vencidos e, com eles, se rodeavam de gratificações de natureza física, com as quais abreviavam a própria morte.
Em Cristo, contudo, o quadro é diverso.
Vencemos, em companhia dele, para nos fazermos irmãos de quantos nos partilham a experiência, guardando a obrigação de ampará-los e ser-lhes úteis.
Simão Pedro, que desejou saber qual lhe seria a recompensa pela adesão à Boa Nova, viu, de perto, a necessidade da renúncia.
Quanto mais se lhe acendrou a fé, maiores testemunhos de amor à Humanidade lhe foram requeridos.
Quanto mais conhecimento adquiriu, a mais ampla caridade foi constrangido, até o sacrifício extremo.
Se deixaste, pois, por devoção a Jesus, os laços que te prendiam às zonas inferiores da vida, recorda que, por felicidade tua, recebeste do Céu a honra de ajudar, a prerrogativa de entender e a glória de servir.
Do livro Fonte Viva
Médium - Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito EMMANUEL
NA SENDA ESCABROSA
"Nunca te deixarei, nem te desampararei." - Paulo. (HEBREUS, 13:
5.)
A palavra do Senhor não se reporta somente à sustentação da vida física, na subida pedregosa da ascensão.
Muito mais que de pão do corpo, necessitamos de pão do espírito.
Se as células do campo fisiológico sofrem fome e reclamam a sopa comum, as necessidades e desejos, impulsos e emoções da alma provocam, por vezes, aflições desmedidas, exigindo mais ampla alimentação espiritual.
Há momentos de profunda exaustão, em nossas reservas mais íntimas.
As energias parecem esgotadas e as esperanças se retraem apáticas.
Instala-se a sombra, dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.
E qual acontece à Natureza, sob o manto noturno, embora guardemos fontes de entendimento e flores de boa-vontade, na vasta extensão do nosso país interior, tudo permanece velado pelo nevoeiro de nossas inquietações.
O Todo-Misericordioso, contudo, ainda aí, não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos. Assim como faz brilhar as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento ao viajor perdido no mundo, acende, no céu de nossos ideais, convicções novas e aspirações mais elevadas, a fim de que nosso espírito não se perca na viagem para a vida superior.
"Nunca te deixarei, nem te desampararei" - promete a Divina Bondade.
Nem solidão, nem abandono.
A Providência Celestial prossegue velando...
Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda tempestade é seguida pela atmosfera tranqüila e de que não existe noite sem alvorecer.
Do livro Fonte Viva
Médium - Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito EMMANUEL
5.)
A palavra do Senhor não se reporta somente à sustentação da vida física, na subida pedregosa da ascensão.
Muito mais que de pão do corpo, necessitamos de pão do espírito.
Se as células do campo fisiológico sofrem fome e reclamam a sopa comum, as necessidades e desejos, impulsos e emoções da alma provocam, por vezes, aflições desmedidas, exigindo mais ampla alimentação espiritual.
Há momentos de profunda exaustão, em nossas reservas mais íntimas.
As energias parecem esgotadas e as esperanças se retraem apáticas.
Instala-se a sombra, dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.
E qual acontece à Natureza, sob o manto noturno, embora guardemos fontes de entendimento e flores de boa-vontade, na vasta extensão do nosso país interior, tudo permanece velado pelo nevoeiro de nossas inquietações.
O Todo-Misericordioso, contudo, ainda aí, não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos. Assim como faz brilhar as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento ao viajor perdido no mundo, acende, no céu de nossos ideais, convicções novas e aspirações mais elevadas, a fim de que nosso espírito não se perca na viagem para a vida superior.
"Nunca te deixarei, nem te desampararei" - promete a Divina Bondade.
Nem solidão, nem abandono.
A Providência Celestial prossegue velando...
Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda tempestade é seguida pela atmosfera tranqüila e de que não existe noite sem alvorecer.
Do livro Fonte Viva
Médium - Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito EMMANUEL
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Prece de Cáritas
Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!
Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!
Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.
Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.
Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.
Assim Seja.
A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.
CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma das grandes médiuns de sua época - Mme. W. Krell - em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.
A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: "Como servir a religião espiritual"e "A esmola espiritual".
Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografava em transe, e, que chegaram até nos, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.
(Extraído publ. EDICEL)
Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!
Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!
Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.
Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.
Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.
Assim Seja.
A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.
CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma das grandes médiuns de sua época - Mme. W. Krell - em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.
A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: "Como servir a religião espiritual"e "A esmola espiritual".
Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografava em transe, e, que chegaram até nos, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.
(Extraído publ. EDICEL)
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